quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Maio 2003

Sinto-me presa.
O que gostava de fazer e não consigo alcançá-lo!
A chave que me pode libertar está comigo
e não sei onde a guardei
nem tenho forças para a procurar.



A chama que antes me aquecia apagou-se
e o que antes abundava em mim para partilhar, acabou.

Sinto-me sozinha
e sem ninguém para partilhar o que me aperta a alma.

Mais um gesto: em vão
Mais um esforço: em vão

Ainda valerá a pena?
E porquê?
E por quem?
Não recebo nada em troca...
Quem receberá?

18-01-2002


Fecho os olhos à realidade.
O pedinte que não quero ouvir,
o vendedor de pensos que não quero ajudar...

Abro os olhos e a janela mostra-me a realidade.
Talvez disfarçada pelo sol que brilha,
talvez escondida pelo frio que faz.

Mas prossigo no caminho de todos os dias...
cansada.

------- // -------

09-02-2001

O que faço aqui?
O que me alenta?
Só tu, pequenino, que há três anos mudaste a minha vida para sempre.
Se calhar só mesmo por ti é que estou aqui.

Há tantos dias o mesmo despertar
Há tantos dias o mesmo caminho
Há tantos dias as mesmas caras...
... o mesmo ritmo
... as mesmas conversas (ou "não-conversas")

Mas sinto-me só.
Onde estão os momentos felizes: a dois, a três, a muitos...?
Até onde esta repetição?
Para quê esta repetição?
Onde me leva esta repetição?
Quem me diz?
Valerá a pena?
Quem me diz?

O que ainda virá por aí?




(2001)

Onde é que tu estás?
Tenho saudades tuas...
Onde estão os teus beijos?
Onde estão os teus carinhos?

Estou sozinha no meio de problemas que são dos dois...
e nada se diz...

Já não caminhamos juntos,
vamos na mesma direcção por caminhos diferentes
e nada fazemos para nos encontrarmos.


(1994)

Adoro o mar...
Como ele me escutava ao fim da tarde
Quando ia ter com ele e contigo sentia-me feliz...
parecia que só eu era feliz.

Mas tu partiste e ele ficou - o mar -
e foi com ele que matei as saudades que tinha de ti,
dos momentos que passámos juntos.