sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dia 10 de Novembro...



... voltei de novo àquele café onde almoçámos tantas vezes. Por motivos que, de todo, não queria.
Depois de enfrentar, mais uma vez, aquela fila enorme à porta do centro de emprego.



- "Por volta do meio-dia." - disse-me o segurança ao entregar-me a senha com o nº 347. Pouco passava das 9h00.
Cheguei ao balcão, fiz o meu pedido e sentei-me a uma mesa esperando pela minha meia-de-leite com descafeínado e o pão com manteiga do costume.
Relembrei aqueles dias, aqueles seis meses que senti como uma lufada de ar fresco. Gostava do local, dos colegas, do trabalho. Eu ía para Sintra todos os dias com satisfação. Era bom andar no sentido contrário ao da confusão.
Apesar do fresquinho da manhã que não dispensava o casaquinho todos os dias. Aquele nevoeiro sobre a serra, que não nos deixava ver o castelo com a sua bandeira, era único...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Menos tu...



Não tenho palavras para descrever o que sinto. Queria sair daqui, ir para longe... de tudo, de todos (menos de ti...). Fugir... não sei se é a palavra certa mas deixar para trás o que correu mal, o que fiz mal, onde errei, quem me magoou, quem me desiludiu, quem não me deu a mão quando eu mais precisei... E ninguém daria pela minha falta, ninguém perguntaria por mim (menos tu...)

Quero fazer-me à estrada mas não sei o caminho... estou sem direcção, sem destino nem como lá chegar...
 
Sempre imaginei que entrar nos 40 seria sinal de estabilidade, de caminho percorrido com segurança, de experiência ganha, de sonhos realizados... mas cedo percebi que não era assim e fui aprendendo muitas coisas. As circunstâncias da vida ensinaram-me a reconhecer os verdadeiros amigos. Disse para mim mesma que tinha que deixar de ser tão crédula e ingénua pois nem sempre podemos julgar os outros por nós nem pensar que eles fariam por nós o que nós, provavelmente, fariamos em situação identica.
Quero dar importância a quem realmente a merece... ao que realmente merece... deixar passar tudo o resto que só me pesa, que só me desgasta e cansa.
Já não sei onde buscar forças mas tento acreditar que um dia tudo isto será uma memória menos boa e que apanharei um barco num mar tranquilo, azul...
Quero-te comigo, se tu quiseres... quero-te ao meu lado para me acompanhares, para te acompanhar até tu quereres... Até te achares forte o suficiente para seguires sozinho...