sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

E mais uma vez é Natal...



... e relembro cheiros, sons, vozes da minha infância!

A cassete da banda da terra que o meu avô materno ouvia vezes sem fim enquanto fumava os seus cigarritos e provava as filhós que a minha avó já fizera com a ajuda das filhas (minha mãe e minha tia/madrinha).

O cheiro da lareira que nos aquecia durante o dia e onde à noite eu ía colocar o sapatinho para o Menino Jesus trazer as minhas prendas!

O sabor do bacalhau que ía "com todos" para a mesa da consoada e que ao outro dia se acabava de comer como "roupa velha"...

A canela que enfeitava o arroz-doce e envolvia as rabanadas...

O frio do Inverno que era com sol no dia de Natal...


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Recordando ...

... sempre o passado com muita saudade, tenho a sensação que vivo um presente planeando um futuro que não irei ter...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hoje...

... lembrei-me da quinta no Crestelo. Pedaço de terra cultivada pelo meu avô materno, pelo meu pai e pelo meu padrinho, nas horas vagas de todos e de onde saiam legumes, frutas e até alguns animais para sustento da família.
Recordo a cerejeira onde o meu avô me fizera um baloiço e onde eu passava horas a brincar e era feliz! Atrás do barraco de madeira... onde se guardavam os ferramentas de trabalho, onde havia tarimbas de madeira para as batatas e que, na falta destas, serviam de camas para se dormir a sesta.
Cá fora, num banco corrido, comia-se a "buxa", nos dias de sol. Se chovia, a mesma partilhava-se sobre o telhado de folhas de zinco, sentados nos sacos de sementes, nos toros de madeira ou até mesmo no chão.
Ao lado, o galinheiro, onde eu, às vezes, me arriscava a entrar para recolher alguns ovos com que "as pitas" nos presenteavam.
Recordo, em especial, um dia de vindimas em que choveu bastante... a família juntou-se para recolher os frutos dourados pelo sol dos quais resultariam um pouco de vinho, de jeropiga, de aguardente... de que o meu avô tanto gostava!
Como eu gostava de ajudar a semear as batatas, colocando a "sementinha" no rego aberto pela enxada guiada pelos braços do meu pai... de apanhar uma cenoura directamente da terra, de a lavar no rego de água corrente e comê-la ali, com casca e tudo (pois fazia os olhos bonitos...); de deitar o milho às galinhas ou de acompanhar o cão nas suas corridas, sempre preso ao arame e que guardava a quinta quando nós voltávamos para casa (não muito longe dali), pelo caminho de terra batida...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

"Saudades"


"Sinto saudades de tudo o que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus...
Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o quê... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi..."
Clarice Lispector

sábado, 3 de março de 2012

"Andar nas nuvens"

Hoje, ao arrumar umas "tralhas" do meu filho, dei com este "texto" escrito por ele - talvez com 8 ou 9 anos...

"Andar nas nuvens é descontrair o coração,
que tanto bate em vão.
Andar nas nuvens é estar em paz,
do que tanto a vida nos traz.
Andar nas nuvens é descansar,
de tanto trabalhar.
Andar nas nuvens é acalmar a alma,
do que tanto me falta.
Andar nas nuvens é pensar,
no que a vida nos tem de dar."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Esperança

Hoje apetece-me fazer tudo! Estou com a energia renovada... As boas notícias têm este efeito! Finalmente!


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O meu mundo...



"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais,
há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade...
sei lá de quê!"

domingo, 1 de janeiro de 2012

Onde quer que estejas...

Olho para o lado e não estás lá... Já não pego mais no telefone para falar contigo... Sinto um vazio tão grande e dói tanto saber que não estás mais aqui... para me ouvires, para me apoiares...
Olha por mim onde quer que estejas, dá-me forças para continuar neste caminho difícil e desvia-me das pedras que nele (ainda) vou encontrar.