sábado, 31 de maio de 2014

The House...

Gostava de trabalhar ali...
De chegar cedo e ligar a máquina do café. Preparar a mesa para os pequenos-almoços com tudo o que havia para "oferecer"...
Fazer um bolo para "compôr" a mesa...

Não sei porque, depois de tanto tempo, ainda me lembro daquela casa(!)
De como gostava de lá voltar... De que ela fosse minha...

Se antes me pareceu assombrada, agora diria que era encantada(!)




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Maio 2003

Sinto-me presa.
O que gostava de fazer e não consigo alcançá-lo!
A chave que me pode libertar está comigo
e não sei onde a guardei
nem tenho forças para a procurar.



A chama que antes me aquecia apagou-se
e o que antes abundava em mim para partilhar, acabou.

Sinto-me sozinha
e sem ninguém para partilhar o que me aperta a alma.

Mais um gesto: em vão
Mais um esforço: em vão

Ainda valerá a pena?
E porquê?
E por quem?
Não recebo nada em troca...
Quem receberá?

18-01-2002


Fecho os olhos à realidade.
O pedinte que não quero ouvir,
o vendedor de pensos que não quero ajudar...

Abro os olhos e a janela mostra-me a realidade.
Talvez disfarçada pelo sol que brilha,
talvez escondida pelo frio que faz.

Mas prossigo no caminho de todos os dias...
cansada.

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09-02-2001

O que faço aqui?
O que me alenta?
Só tu, pequenino, que há três anos mudaste a minha vida para sempre.
Se calhar só mesmo por ti é que estou aqui.

Há tantos dias o mesmo despertar
Há tantos dias o mesmo caminho
Há tantos dias as mesmas caras...
... o mesmo ritmo
... as mesmas conversas (ou "não-conversas")

Mas sinto-me só.
Onde estão os momentos felizes: a dois, a três, a muitos...?
Até onde esta repetição?
Para quê esta repetição?
Onde me leva esta repetição?
Quem me diz?
Valerá a pena?
Quem me diz?

O que ainda virá por aí?




(2001)

Onde é que tu estás?
Tenho saudades tuas...
Onde estão os teus beijos?
Onde estão os teus carinhos?

Estou sozinha no meio de problemas que são dos dois...
e nada se diz...

Já não caminhamos juntos,
vamos na mesma direcção por caminhos diferentes
e nada fazemos para nos encontrarmos.


(1994)

Adoro o mar...
Como ele me escutava ao fim da tarde
Quando ia ter com ele e contigo sentia-me feliz...
parecia que só eu era feliz.

Mas tu partiste e ele ficou - o mar -
e foi com ele que matei as saudades que tinha de ti,
dos momentos que passámos juntos.